Estados Unidos exigirá histórico de redes sociais para entrada de turistas, incluindo italianos.
Sim, há uma proposta concreta que prevê que viajantes — inclusive cidadãos italianos — apresentem seu histórico de redes sociais para ingressar nos Estados Unidos.
Por enquanto, essa medida está apenas em etapa de análise e participação pública, ainda sem força de norma definitiva.
A ideia atinge os países que fazem parte do Programa de Isenção de Visto, como a Itália, e solicita dados adicionais, não somente informações das redes sociais.
Especialistas e organizações de direitos alertam que essa exigência pode representar riscos à privacidade e à liberdade de expressão.
O que está sendo proposto
Os Estados Unidos estão considerando uma nova regra que exigiria que visitantes estrangeiros — incluindo turistas de países que normalmente não precisam de visto — forneçam o histórico das suas redes sociais dos últimos cinco anos antes de entrar no país. Essa exigência também incluiria outras informações pessoais, como números de telefone, e-mails antigos e dados sobre familiares próximos.
📍 Quem seria afetado
A proposta atinge principalmente pessoas que viajam usando o ESTA — o Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem que permite a entrada nos EUA sem visto por até 90 dias para turismo ou negócios.
Isso inclui cidadãos de cerca de 42 países no Programa de Isenção de Vistos, como Reino Unido, França, Austrália, Japão, e também italianos, entre outros.
👉 Importante: brasileiros não entram automaticamente no ESTA pois o Brasil não faz parte do programa; brasileiros precisam tradicionalmente de visto B1/B2 para turismo.
📌 Qual é o objetivo
O governo dos EUA, sob a administração atual, diz que a proposta faz parte de um esforço mais amplo para reforçar o controle de segurança e identificar potenciais riscos antes da entrada no país.
🧠 Como funcionaria na prática
- O viajante teria que incluir perfis de redes sociais usados nos últimos 5 anos ao preencher o ESTA.
- Também poderiam ser solicitados outros dados pessoais, como:
- telefones usados nos últimos cinco anos
- endereços de e-mail dos últimos dez anos
- informações familiares detalhadas
- biometria (como foto tipo selfie)
dependendo de como a regra final for formulada.
🧪 Status atual da proposta
Esse plano ainda não está em vigor — trata-se de uma proposta formal publicada para consulta pública, e o governo abriu um período de comentários por cerca de 60 dias antes de decidir a versão final da regra.
⚖️ Críticas e preocupações
Organizações de direitos humanos, especialistas em privacidade e defensores da liberdade de expressão apontam possíveis problemas com a medida, como:
- risco de invasão de privacidade e vigilância excessiva
- uso de opiniões pessoais para negar entrada
- impacto negativo na imagem dos EUA como destino aberto ao turismo
- possíveis efeitos sobre eventos internacionais (como a Copa do Mundo 2026)
Essas vozes argumentam que isso pode levar a discriminação ou “autocensura” online por medo de ser barrado.